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Não existe uma história única!


A palavra História tem origem grega e significa pesquisa. Portanto, o historiador é um detetive que investiga diversos aspectos da vida dos seres humano que vai desde a maneira como as pessoas se relacionam entre si, até as formas de trabalho, governo, pensamentos, valores, entre outros. Desde que haja um dedo de ser humano, o assunto pode interessar a um historiador.

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O historiador é curioso. E você?

O historiador busca sempre responder à algumas perguntas básicas: Quando? Onde? Por quê? Na sua pesquisa ele vai identificar e relacionar o tempo, o lugar e o fato analisado. Sua intenção é interpretar e explicar, com as fontes que possui, o fato histórico. (Para saber mais sobre fontes históricas, clique aqui.)

É muito importante destacar que não existe apenas uma interpretação para um fato. Dependendo das abordagens e das interpretações, pode haver mais de uma versão sobre um mesmo fato! Então, resumindo, não existe uma História única. Existem histórias.

Os perigos de uma história única: quer ver o vídeo? Clique aqui.

Quais são os tipos de fontes históricas?


Como sabemos, para que a pesquisa histórica seja possível é preciso reunir pistas, vestígios que os seres humanos do passado produziram. A essas pistas nós denominamos fontes históricas. Assim como há uma grande diversidade de temas que podem se tornar uma pesquisa histórica, há também uma grande diversidade de tipos de fontes.

As fontes históricas podem ser escritas ou não escritas. Além dos documentos escritos,  existem fontes de natureza visual, oral e sonora que foram incorporadas ao conjunto de objetos que nos ajudam a obter a compreensão do passado.

Fontes escritas

Esses registros podem ser cartas, jornais, revistas, relatórios, leis. anúncios, documentos oficiais, cartoriais, diários, etc.

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Fontes não-escritas

 As fontes históricas não escritas podem ser materiais, iconográficas, orais etc. Ou seja, podem ser obras de arte, brinquedos, fotografias, moedas, armas, ferramentas, monumentos, pinturas, filmes, músicas, construções, etc.

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Interdisciplinaridade!

Muitas vezes os historiadores conseguem obter essas fontes em parceria com profissionais de outras áreas de conhecimento, por exemplo, Arqueologia, Psicologia, Sociologia, Direito, Linguística e muitas outras. O historiador é um profissional que trabalha com outras disciplinas.

O que são fontes históricas? (2)


Atendendo a pedidos dos alunos e dos amigos que frequentam o blog, a postagem de hoje será sobre fontes históricas. Aproveite e tire suas dúvidas!

O que são fontes históricas? Como o historiador usa as fontes históricas em suas investigações?

Sabemos que um historiador para iniciar suas investigações parte sempre de um questionamento, ou seja, de uma pergunta que ele tem necessidade de desvendar a resposta. Para iniciar seu trabalho de pesquisa, o historiador precisa reunir pistas sobre o tema em questão . Estas pistas ou vestígios deixados pelas sociedades do passado são chamadas de fontes históricas. Elas nos ajudam a compreender como os seres humanos do passado viviam, pensavam ou se relacionavam. Vamos entender melhor!

Tem sido noticiado pelos jornais, revistas e programas de televisão a exumação dos corpos de 3 importantes membros da família real: D. Pedro I e suas esposas D. Leopoldina e D. Amélia. Você ouviu falar? Através de exames feitos nas ossadas e nos objetos encontrados nas urnas (caixões), foram descobertos informações que mudam a nossa compreensão de fatos relacionados à história do Brasil. Neste caso, a fonte para a pesquisa foram os restos mortais e objetos descobertos nas urnas funerárias.

Valdirene Então, a responsável por essa pesquisa, iniciada em 2010, foi a arqueóloga e historiadora, Valdirene do Carmo Ambiel, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Sem a ajuda de outros especialistas e de uma moderna tecnologia (somente disponível no nosso tempo) é que foi possível tomar conhecimento sobre as causas das mortes dos membros da família imperial. Leia a reportagem publicada pela Folha de São Paulo, em 18 de fevereiro de 2013. (Para ver mais, clique aqui)

Sob sigilo, Dom Pedro I e suas duas mulheres são exumados pela primeira vez

Restos mortais de Dom Pedro I, o primeiro imperador brasileiro, e de duas imperatrizes foram exumados para estudos; corpos estavam no Parque da Independência, na zona sul da capital, desde 1972

Agora se sabe que o imperador tinha quatro costelas fraturadas do lado esquerdo, o que praticamente inutilizou um de seus pulmões – fato que pode ter agravado a tuberculose que o matou, aos 36 anos, em 1834. Os ferimentos constatados foram resultado de dois acidentes a cavalo (queda e quebra de carruagem), ambos no Rio, em 1823 e em 1829.
Ao realizar o inventário do caixão de Dom Pedro, nova surpresa: não havia nenhuma comenda ou insígnia brasileira entre as cinco medalhas encontradas em seu esqueleto. O primeiro imperador do Brasil foi enterrado como general português, vestido com botas de cavalaria, medalha que reproduzia a constituição de Portugal e galões com formato da coroa do país ibérico. A única referência ao período em que governou o Brasil está na tampa de chumbo de um de seus caixões (ele estava dentro de três urnas), na qual foi gravado “Primeiro Imperador do Brasil” ao lado de “Rei de Portugal e Algarves”.
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Ao longo de três madrugadas, os restos mortais da família imperial brasileira foram transportados da cripta imperial, no Parque da Independência, à Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Doutor Arnaldo, em Cerqueira César, onde passaram por sessões de até cinco horas de tomografias e ressonância magnética. Pela primeira vez, o maior complexo hospitalar do País foi utilizado para pesquisas em personagens históricos – na prática, Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia foram transformados em ilustres “pacientes”, com fichas cadastrais, equipe médica própria e direito a bateria de exames.
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No caso da segunda mulher de Dom Pedro I, Dona Amélia de Leuchtenberg, a descoberta mais surpreendente veio antes ainda de que fosse levada ao hospital: ao abrir o caixão, a arqueóloga descobriu que a imperatriz está mumificada, fato que até hoje era desconhecido em sua biografia. O corpo da imperatriz, embora enegrecido, está preservado, inclusive cabelos, unhas e cílios. Entre as mãos de pele intacta, ela segura um crucifixo de madeira e metal.
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O estudo também desmente a versão histórica – já próxima da categoria de “lenda” – de que a primeira mulher, Dona Leopoldina, teria caído ou sido derrubada por Dom Pedro de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista, então residência da família real. Segundo a versão, propalada por historiadores como Paulo Setúbal, ela teria fraturado o fêmur. Nas análises no Instituto de Radiologia da USP, porém, não foi constatada nenhuma fratura nos ossos da imperatriz.
“Unimos as ciências humanas, exatas e biomédicas com o objetivo de enriquecer a História do Brasil. A cripta imperial foi transformada em laboratório de especialidades, com profissionais usando os equipamentos mais modernos em prol da pesquisa histórica”, disse a pesquisadora, que defendeu hoje pela manhã sua dissertação de Mestrado na USP, após três anos trabalhando sob sigilo acadêmico. “O material coletado será útil para que as pesquisas continuem em diversas áreas ao longo dos próximos anos.”
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