Arquivo da categoria: Arqueologia

Descobriram 22 sítios arqueológicos em Nova Iguaçu


Construção do Arco Metropolitano leva à descoberta de 22 sítios arqueológicos na Baixada

RIO – A abertura de estradas para criar o Arco Metropolitano, que ligará o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, revelou uma preciosidade histórica: ao longo de 72 quilômetros dos 145 que terá a nova rodovia, foram descobertos 22 sítios arqueológicos. Eles são os primeiros registros do início da ocupação da Baixada Fluminense e comprovam que ali viveram índios, escravos e colonizadores. Pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) correm contra o tempo e contra as máquinas pesadas das obras para resgatar o máximo possível antes que o progresso passe literalmente por cima da história.

Fonte: Globo.com, em 18/07/2009

Sítio Arqueológico ameaçado nas Dunas do Ceará


Os povos dos Sambaquis


A origem do nome Sambaqui vem do tupi tamba’kï e quer dizer literalmente “monte de conchas”. São também conhecidos como concheiroscasqueirosberbigueiros ou até mesmo pelo termo em inglês shell-mountains.

Os sambaquis são depósitos construídos pelo homem constituídos por materiais orgânicos, calcáreos (conchas de moluscos e ossos de peixes) e que, empilhados ao longo do tempo vem sofrendo a ação da intempérie, acabaram por sofrer uma fossilização química, já que a chuva deforma as estruturas dos moluscos e dos ossos enterrados, difundindo o cálcio em toda a estrutura e transformando em pedra os detritos e ossadas ali existentes.

São comuns em todo o litoral do Atlântico, sendo mais raros no Pacífico[carece de fontes], mas notando-se exemplares até no norte da Europa. O formato varia do cônico ao semi-esférico, a altura pode ser de menos de um metro ou até de 15 metros, também podendo se estender por longas áreas em termos de comprimento.

Assistam um vídeo, que explica sobre o tema que estamos estudando. O vídeo foi feito em um sambaqui localizado em Saquarema, no Estado do Rio de Janeiro. Está aberto a visitação para quem quiser conhecê-lo!

A utilização e o significado do sítio rupestre


Que eram os lugares com pinturas e gravuras rupestres? Lugares de passagem? De habitação? Ou santuários? Pela estrutura fechada da caverna e o mistério que nelas se encerra, as cavernas paleolíticas da Europa foram consideradas os santuários pré-históricos por excelência, mas o que dizer dos abrigos e paredões nada profundos dos sítios rupestres do Brasil ?

Muitos deles não foram ocupados por falta material de condições e o homem limitou-se a pintar e gravar suas paredes. Outros, pelo contrário, tiveram ocupação intensa e duradoura, servindo como lugar de habitação e de culto em épocas diversas. Mas, em geral, quando os abrigos pintados foram utilizados como lugares cerimoniais, não foram simultaneamente ocupados como habitação. Um abrigo tão privilegiado pela situação, como a Toca do Boqueirão da Pedra Furada , teve ocupação longa, não intensa, o que parece ser a tônica dos abrigos rupestres do Nordeste, indicando que foram usados como lugares de culto e acampamentos temporários cerimoniais; a moradia dos grupos humanos seria em aldeias, fora dos abrigos pintados. Noutros casos foram utilizados simultaneamente como lugar de culto e cemitério.

O tipo de suporte e a estrutura são elementos essenciais e determinantes para se compreender o sítio rupestre e a sua utilização. Os abrigos localizados no alto das serras, ao longo dos rios, como é o caso da região do Seridó, nos sugere serem lugares cerimoniais, longe das aldeias, que deveriam estar situadas mais perto da água. Já os sítios da Serra dos Cariris Velhos, entre a Paraíba e Pernambuco, situados em lugares de várzea, piemonte ou “brejos”, mesmo sendo também lugares de culto, nos dão a impressão de uma utilização habitacional, mesmo que temporária, ou talvez lugar de culto perto da aldeia do grupo.

 

Fósseis: vamos recordar!


FÓSSEIS

A palavra fóssil deriva do termo latino fossile, que significa “desenterrado”. Os fósseis são registros arqueológicos deixados no solo ou no subsolo, são restos de animais e plantas que se conservaram de maneira natural ao longo de milhões ou até bilhões de anos. Os mesmos são conservados em sedimentos minerais, principalmente a sílica; o processo de fossilização consiste na transformação da matéria orgânica em um composto mineral, mas que não perde sua característica física.

 

Um fóssil pode ser definido como a substituição da matéria orgânica de um animal ou vegetal por minerais.Por meio desse elemento arqueológico, o paleontólogo (profissional que estuda os fósseis) realiza descobertas de fatos que aconteceram há milhões anos. O elemento arqueológico em questão revela, além de restos de animais e plantas, pegadas e restos de comida. Esses registros podem ter diferentes tamanhos, variando, desde dinossauros e ancestrais humanos, até seres microscópicos, como os protozoários.

Para a realização de estudos pré-históricos é preciso analisar os fósseis, eles são fontes imprescindíveis para desvendar acontecimentos que ocorreram em tempos distantes. Para a datação dos fósseis, o método mais usado e eficaz é o de radioatividade. Com o auxílio de aparelhos sofisticados, os cientistas avaliam ou medem a quantidade de carbono 14, urânio e chumbo presente nesses fósseis. A partir desses dados é possível saber há quantos milhões ou bilhões de anos se formou um mineral, por exemplo, além de identificar a idade de um fóssil animal ou vegetal. Basicamente, existem dois tipos de fósseis, os somatofósseis (fósseis de dentes, carapaças, folhas, conchas, troncos e etc.) e os icnofósseis (fósseis de pegadas, de mordidas, de ovos ou de cascas do mesmo, excrementos, etc.).

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Fonte: Brasil Escola

DINOSSAUROS

Os ossos humanos e de animais, que viveram há muitos anos atrás, também são considerados fósseis. Dentre eles, podemos encontrar os famosos dinossauros, nome comum a diveros répteis extintos que habitaram a Terra durante o período Mezozóico (245 milhões a 65 milhões de anos atrás). Seus ossos tem sido encontrados desde a Antiguidade, mas eram considerados ossos de gigantes ou dragões. Somente em 1841, o zoólogo inglês Richard Owen criou a palavra para denominar esses animais.

Para saber mais: Fóssil vivo

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 673 outros seguidores